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6 de mar. de 2012

Mulher - Dia Internacional da mulher

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Sou mulher, frágil e assim forte
de sangue vermelho ou sangue nobre
coração rico, às vezes pobre

Tenho espinhos, sou a bela rosa
sou curiosa, sou dengosa
sou a amante, sou a donzela
sou brusca sou singela sou pura, sou mulher

Às  vezes me calo, às vezes falo
às vezes grito, às vezes omito
às vezes sofro às escondidas
às vezes sofro assim explícita, sou mulher

Às vezes sou forte, às vezes choro
às vezes conheço, às vezes ignoro
às vezes te clamo, às vezes te imploro
muitas vezes eu te apavoro, sou mulher

Sou vaidosa, sou insatisfeita
tenho faltas, sou perfeita
tenho ilusões, tenho segredo
o meu amor é verdadeiro, sou mulher

Quero brincar, quero amar
quero viver, quero sonhar
sou uma prisão, sou tua salvação
é por mim que não vives em vão
...eis a mulher

Sou anjo cheio de aflição
sou pendente de emoção
de metamorfose é feito o coração
sou tua ilusão.

© Ange de Souza

Fiz este poema em 2009  para participar de uma "seleção" de poemas temáticos homenageando o  Dia
Internacional da Mulher.

27 de jan. de 2012

Saudade & Perfume

Nos lençóis da cama sinto o teu perfume,
Que paira saudoso neste quarto vazio,
Já fazem tempos que você se foi,
Deixando saudoso até os lençóis de linho.

O sonho que, nesta cama lento adormeceu,
Nega-se acordar, nega-se que morreu,
Ele adormecido prende todo o perfume,
Que exalou de nós... você e eu.

© Ange de Souza
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28 de dez. de 2011

a Peter ( em lembrança)

a Peter, em memória.
Algumas poucas vezes [se somos privilegiados] entram pessoas em nossas vidas com um facho de luz; para clarear os nossos dias em épocas escuras.
Peter foi uma destas pessoas, com um facho de luz ele clareou meus dias, em um período onde a escuridão se fez presente.
Ele foi especial por ser entre outras : amigo, correto, sincero, honesto, generoso e fiel.
Peter partiu com seu facho de luz, assim, da mesma forma como ele chegou...
Era Peter um anjo? Não! Anjos não existem.
Ele era simplesmente uma pessoa iluminada.
Peter perdeu sua vida em um trágico acidente de auto em 28-12-2010.
Peter tinha uma grande necessidade de liberdade. Não refiro-me ao tipo de liberdade física, porque esta ele possuía. Ele tinha sede de liberdade. A  liberdade da voz, e dos sonhos da liberdade.
Peter, a te dedico estas humildes palavras.


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És livre!

Sim,  és livre...
Igual um pássaro que voa nas nuvens.
És livre além dos limites, nada te limita, nada te conduz
Sim tu és livre!
Em teus pensamentos...
Que afrouxaram-se e voaram... aos céus,... alem do infinito.
Sim tu és livre...
Assim como  são agora tuas palavras, elas ecoam  distante, brandem em  liberdade
Sim tu és livre...
Nos sonhos os quais  tu agora dormes
Em colchão de plumas  agora sonhas, és rico, és  nobre
Sim tu és livre...
Nesta outra dimensão
És livre porque lá no céu, jamais existirá prisão

Com carinho.
© Solange de Souza

21 de dez. de 2011

Feliz Natal



Que o nosso espírito Natalino seja como esta árvore:
Simples, porém marcante por sua beleza,
Humilde, mas de raiz rica e forte.
Que o nosso espírito  Natalino seja puro e transparente como a neve.

Texto e imagem © Ange de Souza

Desejo a todos os prezados colegas e  visitantes um  maravilhoso Natal e um feliz Ano Novo.

4 de dez. de 2011

O Vôo do Tempo

Eu posso vê-lo, do alto da minha janela.
Ele me acena em sua urgência de voar...
E ele corre, enquanto atravessa uma fresta,
Sem parar seu rumo, saúda-me e segue...com pressa.
Eu, aqui do alto da minha janela, sorrio ao presenciar...
Enquanto o tempo voa, contínuo, no ar..
Aqui nas lembranças, o vôo do tempo posso guardar.

Texto © Ange de Souza
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Música : Time - youtube   

 Publicado em
04/12/11 15:58

26 de nov. de 2011

Versos Rimados

Saudade dos versos rimados
Que fizeram poesia em teu coração
Saudou a chuva, brindou a lua na noite
Clamou o amor, poetizou paixão...
Recolhe estes versos derramados,
Que cansados caíram ao chão
Junta os versos espalhados
E faz deles uma nova canção.

©  Ange de Souza

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25 de out. de 2011

Outono Em Mim

Aqui segue os "Ventos de Outono"
Após o aceno, as folhas caem...
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Outono Em Mim

É chegado o outono
Época de melancolia
Posso ver e sentir no ar...
Caem as folhas, o vento esfria
Relembro estações passadas,
Outra época, outros dias
Em mim, cai o outono
Caem as folhas, cai o dia
Que inspirações me trazem?
Melancólicas noites frias
Vou morrer como poeta, cheia de nostalgia.

  © Ange de Souza                                                                                            

6 de out. de 2011

Ventos de Outono {o aceno}

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Já sinto o outono em ventos amenos,
Sibilar a distancia, ouço seu furor,
Me deixando saudosa com este aceno,
Me apertando o peito, gosto de veneno...

Quase ouço do norte, o vento do sul,
Daqueles ensolarados dias, me fazendo lembrar,
Que nós libamos sob a lua serena
E hoje fica a saudade no ar...

Sopra forte ventos de outono,
Traz a mim, teu sibilar aceno,
Nova estação, começa com ventos amenos

© Ange de Souza  

29 de set. de 2011

Pai (em Memória)

Em memória àquele que se foi..
Mas sua presença fica marcada na minha lembrança
Assim como uma luz marca sua presença em uma sombra.

Em Memória: Mariano A. de Souza

Longos jovens anos ele viveu
Um dia, em setembro, muito velho ele morreu
Meu pai, quase um desconhecido
Meu pai, jamais esquecido.

© Ange de Souza 2008

14 de set. de 2011

Perdoar – o que isto significa?

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A minha interrogação aqui é literal.

Na verdade, o que significa esta expressão ou sentimento?
Todos nós conhecemos a palavra perdoar, mas será que sabemos exatamente qual é a definição desta palavra? Eu confesso que não sei.
Em seu sentido lógico, aprendi que a palavra perdoar, assim como está escrito em livro sagrado, significa perdoar àqueles que nos ofendem.

No entanto, se neste mesmo livro está claro que devemos perdoar, ele não esclarece, portanto, certas dúvidas, e que me parecem muito significativas.

Por exemplo: perdoar significa esquecer? e como se chegar a isto, se a ofensa for por demais dolorida? existe um nível de ofensas que poderiam ser perdoadas? São todas as ofensas perdoáveis?
Quantas vezes devemos ou podemos perdoar uma mesma pessoa por ter repetido as mesmas ofensas contra nós?
Perdoar significa permitir que nossos ofensores nos ofendam mais de uma vez?
Aqui, neste contexto, eu confesso que, muitas vezes, me debato entre o meu racional e o meu sentir. Por exemplo:
Se sou ofendida por alguém, diante do reconhecimento do ofensor ao seu erro, eu sei que posso perdoá-lo sem nenhuma dificuldade em especial.
Porém, como agir ou educar o meu coração "perdoador" a sempre perdoar, mesmo quando a pessoa que me ofende repete as mesmas ofensas após cada ofensa perdoada?
Seia a minha capacidade de perdoar ilimitada? E caso seja, porque meus sentimentos a limitam?
No meu sentir mais pessoal, quando uma pessoa me pede desculpas ou, em alguns casos, pede perdão, com este gesto, esta pessoa já reconhece para si o erro que foi cometido e, por conseguinte, o que me permite de ter para com ela o gesto "quase divino" de perdoá-la, apesar dela ter me ofendido.

Isto quer dizer que, se a pessoa que ofende repete as mesmas ofensas às quais ela se desculpa (independentemente de ser perdoada ou não), é que ela jamais passou pelo capital processo de reconhecer os seu erros.
Neste caso, significa que o seu perdido de perdão é falso, e como algo falso deve ser visto!
A mim me parece que, em casos assim, tais pedidos de desculpa e de perdão sejam feitos mais como uma forma de punir a pessoa ofendida, que de dar-lhe a possibilidade de ter um "gesto divino" de perdoar a quem a ofendeu.

Possivelmente que muitos dos leitores — assim como eu mesma — devemos pensar nisso.
E no que toca os meus erros e as minhas ofensas?
Sou a única em minhas ofensas contra Deus?
Pequei eu uma única vez, apenas? E se Deus puser um limite às minhas ofensas a serem por Ele perdoadas?
Diante deste dilema, só me resta pedir aqui a Ele MAIS uma vez o Seu perdão!

E de pedir a Deus que me dê a capacidade de perdoar, independentemente dos limites das ofensas.
E que a minha capacidade de perdoar seja de acordo com a minha capacidade de amar!

Texto de  Ange de Souza

Aqui de oportuno expresso meu agradecimento ao amigo André Bessa.
André um Prezado amigo, o qual fielmente tem tido a paciência de ler, comentar, e muitas vezes amavelmente revisar  alguns dos meus textos - como este o caso.
Obrigada Andre!

3 de set. de 2011

Solitária Melodia

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A distância ouço um violino
O seu canto me faz penar
Embriago-me a cada nota
Cheia de saudades fico a contemplar
Sua melodia é pura nostalgia
Ouço a distância o seu clamar.

Chora, chora, violino
De saudade e solidão
Acompanha os meus gemidos
Sente deles compaixão!

© Ange de Souza
As palavras que aqui rabisco, tornam-se através do tempo algo mais que apenas palavras rabiscadas.
As palavras tornam-se lembranças...eternas lembranças.